A sujeição demoníaca

Os desafios que nos impõe o momento em que nos encontramos na história da civilização humana nos mostram diariamente como é importante compreender Deus como o criador do universo e a partir do qual tudo foi criado. Deus não criou o mal, mas os anjos, por si só, se fizeram maus (CIC 391).

O demônio é um anjo mal, que junto de seus asseclas, optou por livre e expontânea vontade recusar a Deus e ao seu Reino. Esse caráter de recusa é irrevogável (CIC 392, 393).

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Esse aspecto da escolha e decisão dos anjos nos dá um panorama adequado sobre o objetivo do mal  e sua forma de agir no mundo desde o início dos tempos.

Nos tempos modernos, tornou-se necessário necessário estudar e aprofundar os tipos da atividade extraordinária do demônio, a saber: a infestão, a vexação, a obsessão e a possessão diabólica. Contudo, além dessas já conhecidas atividades, uma outra não menos periogosa que emergiu, principalmente entre os nossos jovens e que dada a natureza do modo como se toma parte nela, convencionou-se chamá-la de “sujeição demoníaca”.

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Ensina-nos o Padre Francesco Bamonte, exorcista da Diocese de Roma e Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas:

“A sugestão (sujeição) demoníaca tem-se quando alguém, com esta falsa convicção, firma um pacto com ele (demônio), aceitando sobre si o seu domínio. É feito geralmente com um selo ou assinatura feito com o próprio sangue, obtido por um talho no dedo ou na mão; com um batismo de sangue que costumeiramente é de um animal ou do grande sacerdote, derramado sobre a cabeça; com a aceitação do “livrinho do comando” em um rito de iniciação privado, desenvolvido pelo satanista com o iniciado; ou então com a agregação a seitas satânicas, através de rituais apropriados como missas negras ou outros ritos satânicos, durante os quais o grande sacerdote consagra o iniciado a Satanás. É uma sugestão diabólica voluntária.

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O oferecimento voluntário do corpo e da alma ao demônio

O que torna esse tipo de atividade do demônio peculiar é a forma como ela acontece. A pessoa procura o mal por livre e espontânea vontade, oferecendo sua alma e corpo ao próprio Satanás. Continua o Padre Bamonte:

“A possessão demoníaca sofre-se, não é voluntária; a sugestão demoníaca, ao invés, é uma oferta voluntária da própria alma e do próprio corpo a Satanás. Pode-se instaurar entre uma pessoa e o demônio uma fortíssima dependência moral, enquanto é a pessoa mesma quem o pede.”

A pessoa sujeita ao demônio tem sinais de possessão?

Explica-nos o Padre Bamonte:

“O satanista consagrado autenticamente a Satanás, mesmo sendo por sua própria escolha pertença de Satanás e seu direto colaborador, não tem as crises nem manifesta os sinais daqueles que sofrem a ação extraordinária do demônio; ele de fato não o atormenta com os fenômenos típicos da vexação ou da obsessão ou da possessão, a fim de que permaneça como é, mas assim que precisar renunciar ao pacto que essa pessoa estabeleceu com ele, eis que Satanás ordena colocar em ação todos os tomentos da vexação, da obsessão ou da possessão demoníaca, porque não quer perder quem anteriormente se havia entregado a ele voluntariamente. Atormentando-o, espera convencê-lo a reconfirmar o pacto subscrito. Satanás não concede facilmente aos “seus” reconquistar a liberdade. Confirmam-no muitos exorcistas que enfrentaram problemas deste tipo.”

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O demônio está em condições de conceder tudo aquilo que lhe pedem?

Não. Alguns, não chegaram nem mesmo a obter nada do que pediram, já outros, tiveram atendidos alguns dos seus pedidos, criando uma falsa impressão de que adorar seu “mestre” foi vantajoso. Já para outros, pouquíssimos, a vida mudou completamente, sendo bem sucedidos em todos os seus projetos, empreendimentos, sonhos. Alcançaram fama, poder e dinheiro. Mas em determinado momento, todas essas coisas ruíram e a desgraça que se abateu sobre esses foi tão grande que sofreram as consequências não só os autores do pacto, mas também todos os seus que gozaram dos “frutos” da busca cega pela “ajuda” do demônio.

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De que forma a pessoa que se sujeitou a Satanás pode se livrar dele?

O arrependimento sincero é o primeiro passo para libertar-se de uma sujeição demoníaca. A luta sincera da pessoa para pertencer a Deus, nosso senhor, uma boa confissão e a luta em que tradicionalmente estão imersos os possessos que precisam passar por exorcismos oficiais com sacerdote autorizado. Sobre esse ponto, explica o Padre Bamonte:

“Alguns exorcistas queimaram vários “pactos de sangue” de pessoas que, depois de se terem ligado voluntariamente ao demônio, arrependeram-se sinceramente e procuraram, com grande esforço, libertar-se de tão tremenda escravidão.”

Que a Virgem Santíssima nos proteja de todo mal.

 

Fonte: “Possessões diabólicas e Exorcismos: como reconhecer o astuto pai da mentira, Ed. Ave Maria, Padre Francesco Bamonte”.

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