IT e o Mal Cósmico: A Coisa e sua Analogia com a Queda do Demônio na Bíblia

Desde seu surgimento nas páginas de IT, Stephen King apresenta uma entidade antiga, maligna e faminta que desperta a cada 27 anos para semear terror em Derry, Maine — conhecida por muitos como Pennywise, o palhaço dançante, mas em essência um monstro extradimensional que se alimenta do medo humano. Nos romances e adaptações, essa criatura não é apenas um palhaço grotesco, mas um ser cósmico que existe fora do tempo e da compreensão humana, que entra em nossa dimensão para caçar e destruir.

Quando pensamos em IT, a obra monumental de Stephen King, lembramos imediatamente de um palhaço aterrador chamado Pennywise que caçava crianças em Derry. Mas o que muitas pessoas não percebem é que, por trás dessa figura de horror, há uma representação de mal tão arquetípica que ressoa com as descrições bíblicas e teológicas do demônio e de Lúcifer, o anjo que foi expulso dos céus por sua rebelião contra Deus. Na Bíblia, Lúcifer, chamado “estrela da manhã” em Isaías 14:12-15, perde sua glória por orgulho e é lançado à Terra; um ser que agora procura destruir, seduzir e corromper. Esta narrativa espiritual profunda ecoa no imaginário de King, que nos apresenta uma entidade que não apenas age com maldade, mas se alimenta do medo e da desordem interior da humanidade — assim como o mal espiritual age nas profundezas do coração humano.

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Em IT: Bem-vindos a Derry, episódio 4 apresenta uma origem ainda mais mítica para essa força — descrita como um espírito antigo que caiu do céu, aprisionado em uma pedra e libertado na Terra, espalhando medo e devastação entre povos ancestrais que tentaram contê-lo. Essa lenda fictícia, conhecida como “Galoo”, se aproxima de uma ideia espiritual que não é apenas terror literário, mas um arquétipo universal de mal que ecoa em tradições antigas e na Bíblia, onde seres de outra ordem se rebelam e são expulsos. Essa metáfora literária se conecta com a doutrina católica sobre a atividade demoníaca: seres espirituais que, afastados de Deus, percorrem o mundo visando desordem espiritual e corrupção moral. A Associação Internacional de Exorcistas (AIE) — fundada em 1994 pelo Padre Gabriele Amorth e atualmente reconhecida pela Igreja Católica — dedica-se a formar e auxiliar exorcistas do mundo todo no exercício dos seu ministério. Além disso, busca entender, identificar e enfrentar manifestações demoníacas reais dentro do contexto cristão. Esses exorcistas são padres autorizados por seus bispos, treinados para discernir entre perturbações naturais e influência demoníaca, sempre apoiados pela doutrina da Igreja e pelo Rituale Romanum, o rito oficial de exorcismo.

Do ponto de vista bíblico, a queda de Lúcifer aparece em passagens como Isaías 14:12-15, que descreve um anjo de luz que se exaltou e foi lançado à Terra por orgulho e rebelião, como já citamos e Ezequiel 28:12-17, onde o príncipe de Tiro é retratado poeticamente como um poderoso ser que se corrompeu no Éden. Esses textos, embora dirigidos a figuras específicas, têm sido interpretados como alusões à queda de um ser angelical que se tornou o adversário de Deus e da humanidade — o demônio. Assim como Lúcifer é expulso dos céus por sua iniquidade, IT é lançado à Terra no enredo ficcional, trazendo consigo destruição e medo.

Essa analogia não é mera comparação superficial, mas um convite a refletir sobre a natureza espiritual do mal. Enquanto na obra literária a entidade se alimenta de medo físico e psicológico, na esfera espiritual o diabo, descrito em 1 Pedro 5:8, “anda como leão que ruge, buscando a quem possa tragar”. Isso nos lembra que o mal, seja numa história de horror ou na realidade espiritual descrita na Escritura, se alimenta da fé debilitada e do medo que paralisa e destrói.

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Ao longo de IT: Bem-vindos a Derry, a narrativa tece dias sombrios na história de Derry, marcados por tragédias que vão além do sobrenatural, refletindo as fraquezas humanas — medo, silêncio e indiferença — que permitem que o mal floresça. Isso também nos remete a Efésios 6:12, que nos lembra da batalha não contra carne e sangue, mas contra potestades das trevas, forças espirituais de maldade.

Para a Igreja Católica, a realidade do demônio e dos espíritos malignos não é ficção ou superstição; trata-se de uma verdade espiritual afirmada desde os primeiros concílios e reafirmada nos documentos teológicos: Satanás e os demônios são seres espirituais que existem e que podem tentar, oprimir ou até possuir pessoas quando estas se afastam de Deus. Essa realidade não se encontra apenas na imaginação humana, mas na tradição cristã. A AIE, reunindo exorcistas de diversos países, promove formação e suporte para confrontar essas forças — o que reforça que o mal espiritual não é apenas um conceito metafórico, mas um combate concreto reconhecido pela Igreja.

A história do Galoo — o espírito maligno aprisionado que se liberta e espalha terror — simboliza a ameaça contínua do mal espiritual que busca corromper e dominar, como fez o demônio desde sua queda. A analogia é clara: assim como os ancestrais precisaram erguer pilares sagrados para conter o mal, a fé cristã ergue os pilares da Palavra, oração e vigilância espiritual para conter a influência maligna nas vidas e na sociedade.

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Comparar IT a Lúcifer e ao demônio não é equiparar literalmente Pennywise a Satanás, mas entender que a obra de King utiliza símbolos do mal absoluto para articular um medo profundo que ressoa com a teologia cristã. Assim como a figura do Galoo desperta terror e ameaça destruir civilizações, o demônio, segundo a fé católica, busca separar a criatura de seu Criador, usando o medo, a ilusão e a tentação como instrumentos de dominação. Os exorcistas ensinam que, para confrontar a atividade demoníaca, é necessário discernimento, oração, sacramentos e fidelidade à fé — elementos que o texto bíblico em Efésios 6:12 descreve como a armadura espiritual contra as forças invisíveis.

A analogia entre IT e o demônio fica ainda mais profunda quando consideramos que a entidade de King se alimenta de medo — e o medo é uma ferramenta do demônio para enfraquecer a fé. A AIE e a teologia católica definem que a batalha espiritual não é contra carne e sangue, mas contra principados ocultos que operam através de enganos, medo e tentação. A figura de Pennywise, então, torna-se uma representação ficcional do que muitos exorcistas descrevem como influência demoníaca, uma força que visa corroer a esperança, gerar caos e afastar a humanidade de Deus.

Portanto, ao observar IT e suas adaptações, vemos mais do que um conto de terror — vemos uma metáfora poderosa e perturbadora sobre a realidade do mal espiritual e sua estratégia de operar através do medo, que é um dos maiores instrumentos de destruição de vidas. A história do espírito aprisionado na pedra e libertado na Terra dialoga com a tradição cristã que vê Satanás e seus anjos caídos como seres espirituais que perderam a glória diante de Deus e agora operam fora de Sua luz, buscando escravizar as almas humanas. A crescente visibilidade da demonologia e do ministério de libertação — inclusive dentro de organizações como a AIE — demonstra que, mesmo em tempos modernos, a Igreja afirma a realidade do mal e a necessidade de vigilância espiritual. Portanto, ao analisarmos IT com profundidade, não estamos apenas lendo horror; estamos identificando uma metáfora rica sobre a realidade da queda de Lúcifer e a contínua batalha espiritual entre o bem e o mal — uma batalha que exige fé, discernimento e a confiança de que Cristo já venceu as forças das trevas. Este artigo convida você a refletir sobre essa analogia à luz da Bíblia, não para temer mais, mas para fortalecer sua fé, discernir claramente a obra de engano e permanecer firme na Luz que dissipa toda escuridão.

Diante de tudo isso, torna-se necessário alertar que a série IT: Bem-vindos a Derry não deve ser tratada como simples entretenimento inocente. Seu enredo mergulha profundamente em símbolos de morte, invocação de forças desconhecidas, pactos com o mal e representações do terror que, ao invés de fortalecer o espírito, o enfraquecem. Os exorcistas recordam constantemente que o terror sobrenatural não é neutro, pois abre portas para o medo, para a curiosidade doentia e para a normalização do demônio na imaginação humana. Por isso, é prudente evitar esse tipo de conteúdo: não apenas para proteger a fé, mas para preservar a mente e o coração de influências espirituais negativas. O mal quer ser visto, ouvido e reproduzido, e consumir produções que glamourizam trevas é dar-lhe espaço. Em vez disso, busquemos aquilo que edifica, ilumina e aproxima do bem, porque a verdadeira liberdade espiritual nasce do olhar fixo em Cristo, não no abismo do horror.

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