Malefício: o que a Igreja ensina e por que esse tema exige discernimento

Falar sobre malefício exige equilíbrio, responsabilidade e fidelidade à doutrina da Igreja. Trata-se de um tema que desperta curiosidade, medo e, muitas vezes, interpretações equivocadas. Por isso mesmo, não pode ser tratado nem com negacionismo simplista, nem com sensacionalismo espiritual. A experiência pastoral da Igreja demonstra que o mal existe, atua no mundo e, em situações específicas, pode envolver ações humanas que recorrem à intervenção demoníaca para causar dano a outros. Ao mesmo tempo, a fé cristã ensina que o poder de Deus é infinitamente superior a qualquer ação do mal.

Um dos maiores erros contemporâneos é reduzir esse tema a duas posições extremas: ou negar completamente a existência de qualquer influência espiritual extraordinária, atribuindo tudo à psicologia, ou ver malefício em absolutamente todos os problemas da vida. Nenhuma dessas posturas corresponde ao ensinamento católico. A Igreja sempre seguiu o caminho do discernimento, da prudência e da verdade, sem medo, mas também sem ingenuidade.

O Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma por décadas, ensinava que o malefício deve ser compreendido como um conceito genérico, definido como “causar dano a outros por meio da intervenção do demônio”. Essa definição, embora correta, não esgota o assunto. Pelo contrário, exige explicação, pois o modo como esse dano pode ser buscado varia, e nem sempre é fácil identificar quando se está diante de uma realidade espiritual e quando se trata de sofrimento psicológico, sugestão ou medo infundado.

Um ponto fundamental, frequentemente esquecido, é que a pessoa que sofre um malefício não tem culpa moral por isso. A responsabilidade recai sobre quem pratica ou encomenda tal ação. Deus, que respeita a liberdade humana, pode permitir certas situações, mas nunca abandona seus filhos. Aqueles que vivem em estado de graça, perseveram na oração e nos sacramentos, não devem viver dominados pelo medo. A fé cristã não é uma espiritualidade de pavor, mas de confiança em Cristo vencedor.

Outro aspecto delicado, especialmente presente na realidade brasileira, é a proliferação de discursos irresponsáveis sobre supostas “revelações”. Não são raros os casos de pessoas que, sem formação adequada e sem autoridade da Igreja, afirmam durante orações ou atendimentos espirituais que alguém “sofreu macumba”, “recebeu um malefício de morte” ou “teve o casamento destruído por uma ação espiritual”. Esse tipo de afirmação, quando não passa por discernimento sério, pode causar danos profundos: medo, desespero, ruptura de vínculos familiares e até o afastamento da Igreja.

A tradição católica sempre ensinou que nem toda impressão interior vem do Espírito Santo. Revelações privadas, quando existem, devem ser provadas, discernidas e submetidas à autoridade legítima. Fora disso, tornam-se terreno fértil para confusão espiritual e sofrimento desnecessário. O próprio demônio se aproveita do medo e da ignorância, mesmo quando não existe uma ação real extraordinária.

Por isso, é essencial afirmar com clareza: o fiel não deve buscar explicações espirituais extraordinárias para todos os seus problemas, nem aceitar facilmente diagnósticos espirituais feitos por pessoas despreparadas. O caminho seguro continua sendo o mesmo que a Igreja sempre indicou: vida sacramental, oração perseverante, acompanhamento espiritual sério e confiança total em Deus.

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