Chamados e Revestidos: Quem Deus Escolhe para o Ministério de Cura e Libertação

No universo espiritual, há um princípio que se repete desde a Revelação bíblica até as experiências mais recentes da Igreja: Deus é quem chama, capacita e reveste de autoridade aqueles que Ele envia para uma missão específica. O ministério de cura e libertação é um desses campos onde essa realidade se manifesta de forma incontestável. Não é uma função aberta a todos por simples desejo pessoal ou por afinidade; trata-se de um chamado soberano, acompanhado por sinais, frutos e uma autoridade que não pode ser fabricada.

O testemunho de Maria Gabriela é um exemplo vívido dessa verdade. Aos 93 anos, ela relata como, sem ter buscado essa função por iniciativa própria, foi escolhida por Deus para rezar por pessoas atormentadas espiritualmente. Quando ordenava, em Nome de Jesus, que um espírito maligno se retirasse, havia obediência imediata — algo que não nasce da força humana, mas da graça divina. Sua experiência confirma aquilo que as Escrituras e a Tradição nos ensinam: a autoridade espiritual verdadeira é sempre concedida, nunca autoproclamada.

Contudo, aqui está o ponto crucial: nem todos os que se intitulam ministros de libertação são revestidos dessa autoridade específica sobre os espíritos imundos. Há muitos que têm boa vontade, fé sincera e desejo de servir, mas que não receberam esse dom particular. Isso não significa que não possam interceder, orar ou participar de equipes de libertação — significa apenas que a autoridade direta para comandar espíritos é uma missão dada a poucos, e reconhecida pelos frutos e pelo discernimento da Igreja.

A experiência pastoral e a prudência espiritual nos mostram que, quando alguém tenta exercer uma autoridade que não lhe foi dada, corre sérios riscos: desgaste espiritual, ataques, confusão e até escândalo. É por isso que a Igreja ensina que os dons e carismas precisam ser discernidos e confirmados, e não apenas declarados pelo próprio indivíduo. O caso de Maria Gabriela é, portanto, uma exceção — luminosa, inspiradora, mas ainda assim exceção. A maioria dos leigos chamados à libertação atua de forma intercessora e de apoio, não como voz de comando diante do inimigo.

O Senhor, ao distribuir os talentos (cf. Mt 25, 14-30) e os dons espirituais (cf. 1Cor 12, 4), o faz segundo Sua vontade e para o bem da Igreja. O verdadeiro ministro de libertação chamado por Deus não busca destaque, mas serve com humildade, sabendo que sua autoridade não é pessoal, mas um reflexo da autoridade de Cristo. E é justamente essa obediência a Cristo que faz com que, diante de um comando dado em Seu Nome, os espíritos imundos obedeçam.

Uma resposta

  1. Percebo que esse ministério precisam mais pessoas capacitadas e hoje o que eu percebo que muitos já não quer servir nesse ministério mais devido aos ataques do maligno de qualquer jeito quem serve nesse ministério vai rechaçado.
    Pra servir a Jesus e ser fiel a ele paga se um preço muitíssimo alto e hoje muitos não querem e isso o próprio Pontífice relatou isso.

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