Viva Jesus! De sacerdote satanista a apóstolo do Rosário: a conversão que humilhou o demônio

A história de São Bartolo Longo é uma das mais impressionantes provas de que a misericórdia de Deus alcança até mesmo aqueles que desceram aos abismos mais profundos da ação do mal. Nascido em 1841, no sul da Itália, Bartolo cresceu em um ambiente cristão, mas, ainda jovem, afastou-se da fé durante seus estudos universitários em Nápoles. Influenciado por professores anticlericais e pelo clima intelectual da época, mergulhou no espiritismo, no ocultismo e em práticas esotéricas que o conduziram, gradualmente, à consagração explícita ao satanismo. Chegou a atuar como “sacerdote” em rituais satânicos, promovendo sessões, invocações e zombarias contra a Igreja, convencido de que havia encontrado uma forma superior de conhecimento e poder espiritual.

O preço dessa escolha foi devastador. Longe de encontrar luz, Bartolo foi consumido por perturbações interiores profundas: crises de pânico, depressão severa, pensamentos suicidas e uma sensação constante de condenação. A ação extraordinária do mal, que no início se apresentava como curiosidade intelectual, revelou sua verdadeira face: escravidão, desespero e desintegração da alma. É nesse ponto que a Providência intervém de modo decisivo. Um antigo amigo, profundamente católico, confronta Bartolo com uma verdade simples e brutal: se continuasse naquele caminho, acabaria louco ou eternamente perdido. Esse choque abriu uma brecha pela qual a graça começou a agir.

O retorno de Bartolo não aconteceu por meio de discursos sofisticados, mas por algo que ele conhecia desde a infância: o Santo Rosário. A lembrança de uma frase atribuída à Virgem Maria — “Quem propaga o meu Rosário será salvo” — tornou-se para ele um verdadeiro grito de socorro espiritual. Em um ato público e corajoso, Bartolo renunciou formalmente ao espiritismo e às práticas satânicas, proclamando sua fé em Jesus Cristo e colocando-se sob a proteção de Nossa Senhora. A partir desse momento, iniciou-se um longo processo de conversão, penitência, direção espiritual e reconstrução interior, marcado por uma vida intensa de oração e obediência à Igreja.

A transformação foi radical. Bartolo tornou-se terciário dominicano e dedicou o restante de sua vida à reparação do mal que havia causado. Fundou obras de caridade, acolheu órfãos, ajudou os pobres e, sobretudo, tornou-se um dos maiores apóstolos do Rosário na história da Igreja. Sua obra mais conhecida é o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, que nasceu de uma região conhecida pela miséria espiritual e material e se converteu em um dos maiores centros de devoção mariana do mundo. Ali, milhares de pessoas passaram — e ainda passam — da dor à esperança, da opressão à libertação.

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A história de São Bartolo Longo revela algo essencial: o mal não é simbólico, ele é real, organizado e age de forma estratégica. Muitos cristãos, por falta de formação, acabam se expondo espiritualmente sem perceber.

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A vida de São Bartolo Longo é, acima de tudo, uma humilhação pública do demônio. Aquele que um dia se entregou conscientemente ao inimigo tornou-se instrumento poderoso para arrancar almas de suas garras. Sua canonização não é um “escândalo”, mas um anúncio claro do Evangelho: não existe pecado maior que a misericórdia de Deus quando há arrependimento verdadeiro. Para o ministério de cura e libertação, seu testemunho permanece atual e decisivo: o mal não tem a última palavra, o Rosário é uma arma espiritual real, e nenhuma alma está definitivamente perdida enquanto houver tempo de conversão.

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