Sim, há um cadastro de sacerdotes exorcistas oficiais

Durante muitos anos, eles foram quase inencontráveis em nossa nação. Não é verdade, como muitos gostam de dizer que “durante muitos anos não se celebraram exorcismos no Brasil”.

Na Santa Igreja, eles nunca deixaram de ser celebrados e nem tampouco no Brasil. O que acontece é que onde eles foram celebrados – com permissão do Bispo diocesano – as informações nunca foram divulgadas ou tornadas públicas. Não é incorreto fazer isso, mas é importante que expliquemos que os pastores da Igreja adotam esse comportamento afim de cuidar para não expor as pessoas ao julgamento dos demais, evitar que os curiosos tomem parte no que se passa nas orações, além de atender ao que exigem as regras vigentes à respeito da publicidade dos acontecimentos na celebração do exorcismo maior.

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Na Itália, por exemplo, quase todas as dioceses possuem um exorcista oficial. Na Polônia, acontece o mesmo. As pessoas estão habituadas a conhecer esses sacerdotes, além de compreenderem que o exercício desse ministério faz parte da vida da Igreja. No Brasil, não pode ser diferente e a situação começa a mudar pouco a pouco.

Preservar a identidade do sacerdote exorcista diocesano não faz parte de nenhuma regra. Ele, como um sacerdote, é um padre que além dos seus afazeres habituais, possui a permissão da Igreja para, quando necessário e assim o julgar, celebrar exorcismos. Ocorre que no passado, os bispos procuravam manter em segredo o nome do exorcista não só para protegê-lo, mas também evitar que muitas pessoas o procurassem sem de fato precisarem desse auxílio. Talvez isso tenha funcionado no passado, mas o que ocorre nos tempos atuais é que as pessoas, quando não encontram esse auxílio – e ele se faz necessário – na Igreja, correm a procurar em outros lugares, podendo agravar ainda mais o seu estado, chegando aos graves casos de possessão demoníaca dos quais os exorcistas precisam rezar durante anos para libertar uma pessoa das garras de Satanás.

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A Associação Internacional dos Exorcistas, por meio da Secretaria Linguística Portuguesa, tem feito um sério e importante trabalho para encontrar esses sacerdotes que possuem permissão oficial dos seus bispos para exercer o delicado ministério do exorcismo nas Dioceses.

Como fruto desse trabalho, temos a página oficial com os sacerdotes de língua portuguesa que possuem permissão para exercer esse importante serviço pastoral.

A lista está em constante atualização e você pode acessá-la através do link abaixo:

https://aiebrasil.org.br/exorcistas/

Então, se preciso de um sacerdote exorcista, basta localizar na lista e entrar em contato para marcar um horário e ser atendido?

Não é bem assim.

Ao acessar a página, já no início, vemos algumas “informações importantes” que devem ser lidas para compreender o trabalho desse sacerdote nas dioceses que o possuem. E dentre essas regras, está bem claro o papel do pároco para acompanhar a pessoa que acredita necessitar do auxílio do exorcista diocesano.

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O sacerdote exorcista nunca deve ser o primeiro a ser procurado e nem se deve ligar nas paróquias em busca de agendamento para ser exorcizado. Esse ponto é sensível, pois um dos exorcistas que acompanha o Portal nos explicou que as pessoas muitas vezes viajam quilômetros para serem atendidas, sem saber se o serão, na esperança de que o sacerdote exorcista vai rezar por elas. Não é assim que funciona esse ministério na Santa Igreja!

Mas afinal, como devo proceder?

Dentre as regras estabelecidas, a primeira coisa a se fazer é procurar o meu pároco. É preciso resolver a nossa vida diante de Deus, resolver as situações que nos impedem de frequentar os sacramentos, começar a viver uma autêntica vida cristã, para somente e em último caso se cogitar a intervenção do exorcista autorizado.

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Os casos da ação extraordinária do demônio são poucos, mas é verdade que eles têm aumentado a cada ano. Ainda assim, não adianta procurar o exorcista se eu não estou em dia com as minhas obrigações de cristão. Por essa razão, muitos exorcistas não aceitam analisar novos casos se a pessoa não foi encaminhada pelo seu pároco ou bispo diocesano.

As perguntas que sempre devem ser feitas são: há quanto eu não me confesso? Há quanto não comungo? Existem situações em minha vida que me impedem de frequentar os sacramentos?  Entre outras.

O pároco é a pessoa que pode entender, após uma boa conversa, em que situação a pessoa se encontra e, com certeza, dispõe de meios para compreender se a pessoa necessita desse auxílio específico. Além do mais, é necessário explicar que o exorcista está autorizado a atender somente os casos que estejam dentro dos limites da sua diocese, conforme as normas vigentes na Santa Igreja hoje.

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